terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Parabéns a nós, Élcio!


Querido Élcio, vim desta forma responder ao teu convite, de festejarmos todos juntos, os dois anos do teu "Verseiro".
Pediste para colocar uma foto de infancia ou adolescência e contar uma história engraçada.

Estive a mexer em fotos antigas e escolhi esta que para mim é especial. Estou ao colo de uma prima querida, a Geny, que há uns meses me encontrou aqui por este blog que tantas alegrias me tem dado.
Fiz dois anos de blog a 8 de Janeiro e deixei passar o dia, e aproveito para festejar contigo. Tenho certeza que não te importarás.
Hoje festejo também o aniversário da minha mãe e assim é um dia em cheio.

Sobre mim enquanto criança posso-te dizer que ao contrário dos outros bébés que adoravam colo, eu sentia-me muito insegura. A minha mãe dizia que eu parecia um passarinho de asas abertas assim que me pegavam.
Outra particularidade, é que odiava o silêncio mas não era música que eu gostava, era de conversa mesmo! A minha mãe adoptou o sistema de colocar junto a mim, um rádio que tinha que estar sempre num programa de noticias porque eu queria ouvir falar. Se parasse eu começava a chorar. Adorava conversar com o rádio. Já se adivinhava a Ana que fala pelos cotovelos. Lol
É com enorme prazer que deixo aqui os meus parabéns a um poeta maravilhoso e sensível e a quem tenho a honra de chamar de amigo.
Para participar fizeste-me reviver momentos passados na minha Luanda que farão sempre parte da minha vida!


Ana Casanova

12 comentários:

Elcio Tuiribepi disse...

Oi Ana humana...adorei a foto,dá para sentir o carinho nos olhos e no sorriso de quem te segura e ainda nas mão anonimas que aparecem na foto...rs
Fico imaginando você interagindo com a voz do rádio...rsrs
Esperta sua mãe e conhecedora das artimanhas para parar um choro...
Aqui eu saia de carrro,pois o balanço ajudava o sono a chegar mais cedo...rs
Dê os parabéms a sua mãe por mim ok...
Que os momentos lembrados nunca te deixem...
Fico super grato por sua participação e interação no aniversário do VERSEIRO...
VALEU MESMO...
Um abração na alma...bjo

angela disse...

Ana
Uma delicia de texto, lembrei-me de um amigo que quando está junto com a mulher e alguma amiga dela (eu por exemplo) ele fica por perto ouvindo a conversa e dorme feito um anjo. Diz que se acalma com as vozes.
Linda foto.
beijos

Me permita disse...

Oi, querida amiga!

Desculpe se eu demorar em te visitar, é que o tempo anda escasso! Linda foto tua, menininha! Feliz aniversário para tua mãe!
Me diga, vc morou em Angola? É portuguesa?

Te deixo um beijo de bom dia! Bjo!

Me permita disse...

Estou tendo dificuldade para ler o teu blog por causa da cor do texto... Aguardo tua visita!

Marco Rebelo disse...

querida humana..mto obrigado pelus comentários.
Amei o teu comentário do pau da cabinda.
Admito a tua coragem em dizeres q "os angolanos nao precisam d pau de cabinda" ...não é pra toda :)

kiss kiss

Ps: nao se esqueça de ouvir as minhas crónicas

Zeze disse...

Oi Ana
Parabéns pelo que és e pelo que escreves, pois todos nós gostamos de passar aqui a ler-te, continua...

Beijoka

tossan disse...

Mas só se a vida fluir sem se opor
Mas só se o tempo seguir sem se impor
Mas só se for seja lá como for
O importante é que a nossa emoção sobreviva
E a felicidade amordace essa dor secular
Pois tudo no fundo é tão singular
É resistir ao inexorável
O coração fica insuperável
E pode em vida imortalizar
Paulo Cesar Pinheiro
Beijo Ana linda postagem!

Vladir Duarte disse...

Adoro relembrar histórias de infãncia... e adoro ler as das outras pessoas... são sempre mágicas..

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Que coisa mais linda! E como! Humana! Viva a Vida!!!

Ana, querida, deixo-lhe estas palavras emprestadas de um ser humano maravihoso + os meus votos de que tudo sempre concorra para o melhor + mil beijos da Rêruivinha*************

*Poema à mãe


No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.

Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.


Tudo porque ignoras

Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;

Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;

Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade*

régi disse...

Anita
Fiquei comovida ao ver esta nossa foto, tu eras a minha boneca preferida... :)pena a vida ter-nos separado
Agora já não pego em tí ao colo mas carrego-te no coração.
Beijo grande à tua mãe

gostiiiiiiiiiii

netuno artes disse...

achei a idéia muito criativa e interessante, unir forças para comemorar juntos o blog, só faltou o blolo . . . . de chocolate é claro, rsrsrsrsr,
bjs

parabéns aos amigos blogueiros

EDER RIBEIRO disse...

São essas lembranças que faz de nós mais humano. Bjos.