E hoje é o meu dia.Nasci na cidade de Luanda dia 10 de Junho de Mil Novecentos e Sessenta e Sete eram precisamente sete horas e quarenta e cinco minutos da manhã.
O meu pai e o meu irmão, que tinha pedido fervorosamente à Nª Srª de Fátima uma irmã, na ida da imagem a Angola, esperavam ansiosamente a minha chegada.O sinal combinado com a parteira, foi que seria colocada uma fralda na janela assim que nascesse.
Ele queria muito uma mana e se nascesse menina, a minha mãe tinha pensado que seria Carlota ou Maria João.Graças a Deus o meu irmão assim que chegou ao berço e me viu disse:Oh mãe, tem mesmo cara de Ana Cristina!Ana é o nome pelo qual me identifico mas até aos meus 13 anos fui chamada de Anita por todos os familiares e amigos.Ainda hoje, os membros da familia que estiveram mais afastados me chamam assim.
Fui esperada durante sete anos e muito desejada e por isso volto a publicar dois poemas que a minha mãe me escreveu e que eu adoro.
À minha Ana Cristina
"
MINHAS ESPERANÇAS
Nas tuas tranças penteio os meus cabelos
tuas esperanças são os meus anseios
teu coração enchi de ternura
para apagar do meu a amargura
ao teu caminho perfumei de flôr
para que o teu destino fosse o amor:
O amor que ama e dá calor
o amor que não sofre,
nem provoca dor
,o amor que eu quiz e nunca consegui
e a ti fará feliz.
"
Menina Rosa Botão Seda pura
Amor CoraçãoTernura
FilhaUma menina linda
boneca sonhada
Durante anos esperada
Nasceste do amor com amor foste criada
Na ternura e no calor,
como flôr foste mimada
Por tanto te desejar o destino me puniu
Tanto eu te queria dar que a vida me traíu
Mas te juro minha querida
Botão, rosa, seda, flôr,
Eu lutarei toda a vida
para que tenhas sempre amor.
"
Ana Maria Dias Casanova Pinto- Num pequeno caderno escreveu:Guardo aqui meus sentimentos:as alegrias, a dor, as gargalhadas, gemidos pois tudo isto é amor.